Um brinde a quem sonha! É dessa forma que se partem as leis do engano!
Paulo Nogueira Ramos
30-03-09
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Partido em Mil Pessoas
Não sou o que devia ser, mas o que os outros fazem de mim. Logo divido todas as minhas culpas por todos vocês sem me esquecer que tudo o que eu sou de bom também foram todos vocês que me deram... nisto não há diferença entre inimigos e amigos... mesmo assim o meu hábito é feito das vossas sombras e a minha memória é feita dos vossos actos...
Estou preso a vocês, logo partam-me os pratos do corpo, pois já se alimentaram o suficiente da minha alma... sou o vazio que deixaram pela saudade e o repleto que nunca deixarei de ser por vossa causa... somos todos uma mera doença e graças a ela somos eternos...
Paulo Nogueira Ramos
28-03-09
Estou preso a vocês, logo partam-me os pratos do corpo, pois já se alimentaram o suficiente da minha alma... sou o vazio que deixaram pela saudade e o repleto que nunca deixarei de ser por vossa causa... somos todos uma mera doença e graças a ela somos eternos...
Paulo Nogueira Ramos
28-03-09
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Escultores de Mundos
Este recipiente que guarda a minha vida esconde-se debaixo do fim do mundo! Conservado e esquecido por entre memórias e lógicas almofadadas onde só eu consegui acordar, vejo-o decompor-se pela eternidade dentro como se da efemeridade se tratasse. Mas não o é! Eu vejo isso em todas as minhas ideias parciais e patologias metafísicas! É este pequeno recipiente que arruina e constrói as minhas entranhas sem nunca me dar ouvidos - ouroboros hoje, ouroboros nunca.
Livre-arbítrio dizem eles... mentiras do destino para não nos vermos como seres despertados, limitados aos sentimentos. Estou preso aos pequenos beijos que me deram, aos abraços que perdi e aos impulsos que muitos já mataram... e no meio deles vou-me perdendo enquanto me vou ganhando.
É isto que faz com que não me reconheças amanhã... ou se já me conheceste ontem: que não me reconheças hoje! É a esse limite do infinito que devo tantas lágrimas e sorrisos... e se tiver que desaparecer outra vez, que o seja! Mas foi ele que me salvou a vida enquanto me ia matando.
Somos escultores de mundos enquanto temos o nosso mundo a ser esculpido por mortais!
Paulo Ramos
22.01.09
Livre-arbítrio dizem eles... mentiras do destino para não nos vermos como seres despertados, limitados aos sentimentos. Estou preso aos pequenos beijos que me deram, aos abraços que perdi e aos impulsos que muitos já mataram... e no meio deles vou-me perdendo enquanto me vou ganhando.
É isto que faz com que não me reconheças amanhã... ou se já me conheceste ontem: que não me reconheças hoje! É a esse limite do infinito que devo tantas lágrimas e sorrisos... e se tiver que desaparecer outra vez, que o seja! Mas foi ele que me salvou a vida enquanto me ia matando.
Somos escultores de mundos enquanto temos o nosso mundo a ser esculpido por mortais!
Paulo Ramos
22.01.09
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Simulacro Proibido
Blindado pelos amores de ontem
Sou anagenésico à inspiração de hoje
Vivo preso neste simulacro de dores
E nelas sinto todo o goelar do meu coração!
Esta bisseção não foi gerada convenientemente
Logo perdi para sempre os fragmentos da minha mente!
Agora vivo a fundear no mais obscuro da minha alma
Pelos dias que o teu fugente ser nunca mais irá recordar...
Paulo Ramos
26-12-08
Sou anagenésico à inspiração de hoje
Vivo preso neste simulacro de dores
E nelas sinto todo o goelar do meu coração!
Esta bisseção não foi gerada convenientemente
Logo perdi para sempre os fragmentos da minha mente!
Agora vivo a fundear no mais obscuro da minha alma
Pelos dias que o teu fugente ser nunca mais irá recordar...
Paulo Ramos
26-12-08
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Ao Amor e Ao Seu Fim!
"Now they're going to bed
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go"
Só desejo que as paredes que me rodeiam esmaguem o meu pensamento! Parte-te alma, parte-te... antes que eu sinta o meu medo real, antes que o real seja real demais!
- Podes foder-te, meu caro, mais as tuas utopias de merda! São elas que te afundam! São elas que fazem de ti o fraco que és! Alimenta-as e vais alimentar a tua perdição!
Como pode ela dizer que o coração é meu se o corpo já passou pelo universo comigo aqui parado? Parte-me a alma maldito Deus! Mais vale não existires para todo este lixo que vive na minha mente ser atirado para o esquecimento comigo e com todos os meus antigos sonhos! Nunca desejei tanto esse pequeno esconderijo como hoje... esquecimento... esquecimento!
Quem mandou a humanidade misturar sexo com sentimentos? Quem nos obriga a ser tão parvos? Alguém pode responder-me?! Sou o imbecil do momento, condecorado com uma lucidez grande demais para a minha posição! Matem-me...
Como pode uma única mulher destruir o meu universo assim? É só uma mulher... foi só um amor... é apenas e só a maior dor que trago dentro de mim e a minha maior fraqueza... ela era o meu futuro...
- Não te quero amar mais... não quero...
Brindemos! Ao amor e ao seu fim!
Paulo Ramos
24-12-08
And my stomach is sick
And it's all in my head
But she's touching his-chest
Now, he takes off her dress
Now, letting me go"
Só desejo que as paredes que me rodeiam esmaguem o meu pensamento! Parte-te alma, parte-te... antes que eu sinta o meu medo real, antes que o real seja real demais!
- Podes foder-te, meu caro, mais as tuas utopias de merda! São elas que te afundam! São elas que fazem de ti o fraco que és! Alimenta-as e vais alimentar a tua perdição!
Como pode ela dizer que o coração é meu se o corpo já passou pelo universo comigo aqui parado? Parte-me a alma maldito Deus! Mais vale não existires para todo este lixo que vive na minha mente ser atirado para o esquecimento comigo e com todos os meus antigos sonhos! Nunca desejei tanto esse pequeno esconderijo como hoje... esquecimento... esquecimento!
Quem mandou a humanidade misturar sexo com sentimentos? Quem nos obriga a ser tão parvos? Alguém pode responder-me?! Sou o imbecil do momento, condecorado com uma lucidez grande demais para a minha posição! Matem-me...
Como pode uma única mulher destruir o meu universo assim? É só uma mulher... foi só um amor... é apenas e só a maior dor que trago dentro de mim e a minha maior fraqueza... ela era o meu futuro...
- Não te quero amar mais... não quero...
Brindemos! Ao amor e ao seu fim!
Paulo Ramos
24-12-08
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Absinto!
- Boa noite. O que vai desejar monsieur?
- Certamente é, meu caro. Imploro-lhe um copo de fada verde! Só ele afastará os demónios da minha alma e todas as tragédias grotescas desta realidade! Por favor, trazei-me esse meu destilado opiáceo.
- Então deseja absinto... em homenagem a algum amor perdido?
- A todos aqueles que o tempo levou e a todos aqueles que levaram um pouco de mim com eles! Dizem que o álcool faz milagres em feridas. Vamos ver se consegue tirar a esta toda a sua infecção. A esta noite e a todos os copos que levantarei em honra de todas aquelas musas e sereias que me enfeitiçam de perdição! A todas elas, muita poesia e pouco sexo!
- Não será mais ao contrário, meu caro?
- Nunca! Ser platónico é viver para a escrita e sonhar com o físico sem perder a alma nele! É sonhar com anjos sem nunca ter aprendido a perdê-los! É o que dá fúria à juventude e todo o ímpeto à evolução. Deixo o sexo aos crentes... a mim só me resta a sombra da escrita e os tijolos do tempo...
- Mas é tão novo ainda...
- Se pensa isso de mim, então brindemos a isso! Talvez tenha algum motivo para festejar! Venha outra fada verde e outra e ainda outra! Talvez morra jovem e eterno numa orgia carnal demais para ser associada a qualquer tipo de sentimentos! Talvez morra como um deus, longe da minha dor... brindemos garçon! Brindemos...
- A uma vida melhor!
- E a uma morte em grande!
Paulo Ramos
22.12.08
- Certamente é, meu caro. Imploro-lhe um copo de fada verde! Só ele afastará os demónios da minha alma e todas as tragédias grotescas desta realidade! Por favor, trazei-me esse meu destilado opiáceo.
- Então deseja absinto... em homenagem a algum amor perdido?
- A todos aqueles que o tempo levou e a todos aqueles que levaram um pouco de mim com eles! Dizem que o álcool faz milagres em feridas. Vamos ver se consegue tirar a esta toda a sua infecção. A esta noite e a todos os copos que levantarei em honra de todas aquelas musas e sereias que me enfeitiçam de perdição! A todas elas, muita poesia e pouco sexo!
- Não será mais ao contrário, meu caro?
- Nunca! Ser platónico é viver para a escrita e sonhar com o físico sem perder a alma nele! É sonhar com anjos sem nunca ter aprendido a perdê-los! É o que dá fúria à juventude e todo o ímpeto à evolução. Deixo o sexo aos crentes... a mim só me resta a sombra da escrita e os tijolos do tempo...
- Mas é tão novo ainda...
- Se pensa isso de mim, então brindemos a isso! Talvez tenha algum motivo para festejar! Venha outra fada verde e outra e ainda outra! Talvez morra jovem e eterno numa orgia carnal demais para ser associada a qualquer tipo de sentimentos! Talvez morra como um deus, longe da minha dor... brindemos garçon! Brindemos...
- A uma vida melhor!
- E a uma morte em grande!
Paulo Ramos
22.12.08
sábado, 20 de dezembro de 2008
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